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Estudo de Dosagem de Concreto: Como Garantir a Resistência

Estudo de dosagem de concreto: como garantir a resistência que o projeto pede

O estudo de dosagem define a receita do concreto (cimento, agregados, água e aditivos) para que ele atinja a resistência, a trabalhabilidade e a durabilidade que o projeto estrutural exige, ao menor custo possível. Sem esse estudo, a obra depende de traços genéricos e só descobre o problema quando o corpo de prova rompe abaixo do esperado.

Por que o traço genérico costuma falhar

Cada usina, cada areia e cada brita se comportam de um jeito. O mesmo traço pode render resistências diferentes conforme o cimento, a umidade dos agregados e o clima. O estudo de dosagem parte dos materiais reais da obra e testa a mistura antes da concretagem, em vez de apostar em uma fórmula de tabela.

 

O que as normas exigem

O projeto estrutural, conforme a ABNT NBR 6118, define a resistência característica (fck) e os requisitos de durabilidade. A NBR 12655 orienta como preparar, controlar e receber o concreto para atingir o que foi especificado. Entre os pontos mais citados:

  • concretos de classe C25 ou superior, como o mínimo exigido em obras urbanas, devem ser dosados por massa;
  • o ensaio de consistência (abatimento) é feito na primeira massada do dia, ao retomar o trabalho após interrupção superior a duas horas e na troca de operador;
  • os corpos de prova são moldados a cada 50 m³ de concreto ou por andar, no máximo, com ao menos dois por idade de ensaio;
  • o recebimento do concreto usinado exige conferência da documentação, ensaio de abatimento na entrega e coleta correta de amostras.

A classificação do concreto por resistência, consistência e massa específica segue a NBR 8953, e a moldagem e a ruptura dos corpos de prova seguem as NBR 5738 e 5739.

 

Como é um estudo de dosagem

  1. Levantamento do que o projeto pede: fck, ambiente de exposição, método de lançamento e prazo de desforma.
  2. Caracterização dos materiais: cimento, areia, brita e aditivos que serão usados na obra.
  3. Cálculo: do traço inicial por um método reconhecido, como o da ABCP, e traços vizinhos para comparação.
  4. Misturas: experimentais e moldagem de corpos de prova.
  5. Ensaios: de abatimento e resistência nas idades definidas, e ajuste até chegar ao traço final.
  6. Relatório: com o traço recomendado e orientações de controle na obra.

Quando contratar uma consultoria

A JP Prime, em Goiânia, presta consultoria em dosagem de concreto para obras em todo o Brasil. O estudo vale a pena principalmente em obras com concreto usinado de grande volume, estruturas de alto fck, concreto aparente, pisos industriais, e sempre que houver histórico de resultados abaixo do especificado. Quando a estrutura já está pronta e há dúvida sobre a qualidade, os ensaios não destrutivos ajudam a verificar o concreto no local.

Perguntas frequentes

O estudo de dosagem é obrigatório? A norma exige que o concreto atenda ao fck especificado e seja controlado. O estudo é o caminho mais seguro para comprovar isso, especialmente quando se usa concreto produzido na obra ou materiais fora do padrão.

Quanto tempo leva? Depende das idades de ruptura definidas. Como o concreto ganha resistência com o tempo, o estudo precisa aguardar essas idades, então o cronograma deve ser combinado antes do início da obra.

A consultoria atende obras fora de Goiâs? Sim, em todo o Brasil.

Vai iniciar uma obra ou tem resultados de concreto abaixo do esperado? Fale com a JP Prime pelo WhatsApp e receba uma proposta de estudo de dosagem para os materiais da sua obra.

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